terça-feira, 21 de novembro de 2017

O problema tá na cara

Spectacles da Snap Inc.
Agora no começo de Novembro a empresa americana Snap Inc., anunciou um prejuízo de 40 milhões de dólares no seu produto Spectacles. A Snap também é dona da super bem sucedida   (especialmente entre os adolescentes e jovens adultos) rede social Snapchat.

Pra quem anda meio distraído com as novidades da tecnologia, os Spectacles são óculos escuros vendidos pela Snap, que trazem embutidas câmeras, que permitem a pessoa filmar do seu ponto de vista (literal e figuradamente) e daí compartilhar esses clips nas redes sociais. Para ativar a filmagem basta tocar um botão na haste dos óculos e você fica com as duas mão livres enquanto os óculos vão filmando.

No anúncio sobre o prejuízo, Evan Spiegel, o presidente da empresa não só admitiu que ficou com centernas de milhares de unidades dos óculos Spectacles encalhadas em estoque, como tem que lidar com um significativo número de devoluções.

A essa altura da leitura você, prezado leitor, deve estar sentido um leve deja vu . O Google Glass não foi um mico parecido? Uns óculos high tech que (entre outras coisas) filmavam, projetados por uma empresa super bem sucedida na Internet, que foram lançados debaixo de tremenda repercussão (e endosso) da mídia, mas foram um fracasso de vendas? Pois é....
Google Glass da Google Inc.

Quem sou eu, humilde mortal, para questionar os bilionários do Silicon Valley, mas um mínimo de bom senso me leva a pensar que qualquer coisa que faça o seu usuário parecer (ou ser) um nerd voyer meio maluco, pode até ser comprada no começo, no auge do hype de mídia, mas mais cedo ou mais tarde vai fracassar. O problema tá na cara.


Post Scriptum: Atualmente a Google está tentando reposicionar o Google Glass não mais como um produto de consumo, mas um produto para uso profissional em ambientes de realidade virtual, por exemplo para ajudar operários em linhas de montagem.


Fontes:
Snap’s Misfire on Spectacles - https://www.theinformation.com/articles/snaps-misfire-on-spectacles
Why Snapchat Spectacles failed - https://techcrunch.com/2017/10/28/why-snapchat-spectacles-failed/
5 Reasons Why Google Glass was a Miserable Failure https://www.business2community.com/tech-gadgets/5-reasons-google-glass-miserable-failure-01462398#3AXbbrj77YGdssqL.97
Why Google Glass Failed: A Marketing Lesson - https://www.forbes.com/sites/siimonreynolds/2015/02/05/why-google-glass-failed/#1021455951b5

Snap, Spectacles, Google e Google Glass São marcas ou marcas registradas de seus respectivos proprietários.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Marketing de Conteúdo: a ajuda que seu time de vendas precisa

Marketing de Conteúdo: ajuda para vendas
Uma das diferenças mais comuns entre o marketing B2C - empresas que vendem para o consumidor - e o marketing B2B - empresas que vendem para outras empresas - é o ritmo no tempo em que as coisas acontecem. De maneira geral a venda B2C é mais rápida - o consumidor vê uma camiseta bonita na vitrine, entra, compra e vai embora - enquanto a B2B é mais lenta - normalmente passa por uma concorrência técnico-comercial entre fornecedores e precisa ser aprovada por mais de uma pessoa, o diretor industrial e o diretor financeiro, por exemplo. Uma venda pode levar meses ou até anos.

Por outro lado, até porque o processo de compra é mais trabalhoso, o comprador B2B é mais relutante em trocar de fornecedor. Uma vez feita a trabalheira da concorrência e aprovação é muito mais fácil emitir novos pedidos para o mesmo fornecedor - às vezes por anos a fio - do que selecionar um novo fornecedor. Claro que o fornecedor tem que fazer sua parte - manter a qualidade, os prazos e preços esperados - além de aprender as particularidades daquele cliente e se adaptar a elas, na medida do possível.

No entanto, nunca podemos nos esquecer que as decisões de compra são tomadas por um conjunto de pessoas. E os seres humanos, na suas decisões, são sujeitos a muitas influências psicológicas e políticas. Apertando a tecla SAP: se todo o resto for igual ou parecido o cliente vai comprar da empresa com quem ele simpatizar mais. E depois do processo de fornecimento em andamento, possíveis e inevitáveis pequenos atrasos, erros ou problemas são muito mais aceitáveis e perdoáveis se a relação pessoal entre as empresas for boa.

O marketing de conteúdo - a produção regular e permanente de textos, vídeos, gráficos, apresentações e outros materiais audiovisuais - pode ajudar sua equipe de vendas nas duas etapas: na venda e no relacionamento. Durante o longo processo de venda o material produzido pelo marketing de conteúdo pode tocar regularmente o cliente, no período que a venda leva a sair. Fica difícil para o vendedor visitar o possível futuro cliente toda semana durante 6 meses, mas é relativamente fácil enviar uma newsletter - um jornalzinho por e-mail - toda semana, para entremear com as visitas pessoais.

O mesmo raciocínio se aplica ao relacionamento de longo prazo, quando o cliente já compra regularmente. O marketing de conteúdo ajuda a manter a relação - entregando regularmente informações úteis às pessoas do cliente -, diminuindo a pressão sobre os vendedores e o pessoal de atendimento do fornecedor e pode, se bem feito, até diminuir a tentação de trocar de fornecedor, que de vez em quando bate em todo cliente....


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Computador ou Celular: Para qual otimizar o site?

Experiência gratificante em todas as telas
A ubiquidade do telefone celular, em qualquer direção que se olhe se vê pessoas ensimesmadas nas telas dos seus celulares, pode nos levar a crer que, hoje em dia, a forma preferencial de acesso à Internet seja o telefone celular.

No entanto, relatório* da maior empresa de hardware para Internet do mundo, a americana Cisco, informa que em 2016, cerca de 13% do tráfego da Internet veio de celulares, enquanto 46% veio de PCs – computadores pessoais – um tráfego 3 vezes e meia maior.

A falsa impressão que alguns tem, que o celular seria a forma preferencial de acesso à Internet, talvez venha de seu uso mais público que o PC, que costuma ter um uso mais privado, em casa ou na empresa.

O relatório da Cisco também projeta um aumento crescente da participação dos celulares no acesso à Internet ao longo dos próximos anos e que esta vá alcançar a dos computadores pessoais em 2021. 

Para o marqueteiro digital isso significa que nenhum desses dois meios de acesso à Internet pode ser desprezado, hoje e pelos próximos anos. No entanto, garantir uma experiência gratificante e coerente nos dois é um desafio, não só porque as telas do celular e do computador podem ter tamanhos muito diferentes, mas a velocidade de processamento e de comunicação também podem ser muito diferentes.


*Cisco Visual Networking Index 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Marketing B2B: o que sua empresa vende?

Por que seu cliente lhe paga?
Se você atua no mercado B2B - Business to Business - ou seja seus clientes são outras empresas, responda a seguinte pergunta: O que sua empresa vende? Ou ainda, por que o seu cliente lhe paga?

Se você pensou nos produtos ou serviços que entrega, sua resposta está só parcialmente certa. Embora o que você vende possa ser entregue dentro de uma caixa de papelão, o que o cliente está realmente pagando é por capital e know-how.

Ou seja, a empresa cliente paga a sua porque:

1) Você tem capital investido em coisas que o cliente não tem o capital para investir ou não quer investir nisso;

2) Sua empresa sabe fazer coisas que a do cliente não sabe;

3) Sua empresa sabe fazer coisas que a do cliente também sabe, mas você sabe fazer por menor custo;

4) Sua empresa sabe fazer coisas que a do cliente poderia aprender a fazer, mas ele não quer ter o custo do aprendizado.

Esssas constatações podem ajudar a orientar melhor sua mensagem de marketing. Pense nisso.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Marketing de conteúdo: o que é

Pare de forçar o cliente a fazer o que ele não quer
Marketing de conteúdo é uma técnica de se produzir e distribuir conteúdo - textos, fotos, vídeos, livretos, infográficos, apresentações, etc. - para atrair, convencer e levar à compra uma determinada audiência.

Marketing de conteúdo: o que o público quer?

Diferente do marketing convencional que produz o que o público evita - anúncios, banners, telemarketing, etc. -, o marketing de conteúdo produz o que o público quer e procura: informação e entretenimento.

Por exemplo, suponha que sua empresa venda fundos de investimento. No marketing convencional você interromperia o vídeo que a pessoa quer ver no Youtube para lhe enfiar goela abaixo o vídeo que você quer que ela veja, o seu comercial. De maneira geral, a única coisa que você vai conseguir com isso é raiva.

No marketing de conteúdo, você poderia produzir um vídeo com dicas de investimento e diponibilizá-lo no Youtube, ou no seu site, para quem está procurando dicas de investimento. O que você pode conseguir com isso é gratidão, por ter fornecido "de graça" uma coisa que a pessoa queria. Além disso permite demonstrar sua competência e conhecimento no assunto que você quer vender.

Marketing de conteúdo é tarefa especializada

Embora relativamente fáceis de enunciar, as técnicas do marketing de conteúdo não são fáceis de executar. Produzir conteúdo interessante - que simultaneamente venda seu peixe - e atrair pessoas para consumi-lo é uma tarefa bastante especializada, que poucas agências sabem fazer.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Seu site e redes sociais precisam de uma estratégia de conteúdo

Toda empresa sabe que precisa de ter um site na Internet. Muitas acham (ou sabem) que além do site poderiam usar as rede sociais na sua comunicação com os clientes atuais e potenciais. No entanto, não muitas empresas tem uma estratégia de conteúdo clara, no papel (no arquivo): que textos, vídeos, fotos, gráficos publicar, onde publicar e com que frequência.

Porque  um site, ou uma página de rede social é só uma moldura, um vasilhame oco. O que vai atrair, convencer, vender e fidelizar clientes é o conteúdo que for publicado ali.

Então se toda empresa precisa de uma presença digital - pontos de comunicação com o público - na Internet, toda empresa precisa de uma estratégia de conteúdo para esta presença.

Tipicamente uma estratégia de conteúdo deve conter:
Objetivos: o que você espera do seu site e das suas redes sociais? Como é que se mede isso?
Público-alvo: Quem é o público que vai acessar sua presença digital?
O dito cujo: Que conteúdo a empresa pode produzir que agradaria o público-alvo definido?
Cronograma: Onde e com que frequência publicar o que.
Quem vai fazer isso e quanto vai custar: A empresa tem gente especializada para produzir conteúdo? Vale a pena contratar, montar uma equipe só para isso? Não seria mais barato e eficaz contratar uma agência?
O operacional: Quem manda, quem trabalha, quem monitora, pontos de controle...

Da nossa experiência, muitos empresários e executivos sabem, ou tem pelo menos uma boa noção que a formalização de uma estratégia de conteúdo poderia ajudar a justificar os custos da empresa com Internet, ou ajudar a realocar esses custos se for o caso, mas não tiveram o tempo ou ainda não acharam o caminho para essa formalização. Um boa agência de conteúdo digital (como a Vendere) pode ajudar a encontrar esse caminho.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O que é B2B

B2B, pronuncia-se "bi tu bi", vem do inglês Business To Business e significa empresa que vende para outras empresas. A tradução é "Negócio para Negócio" ou "Empresa para Empresa". O termo B2B é usado como contraponto a B2C, "bi tu ci", Business to Consumer - empresa que vende para o consumidor.


B2B: como reconhecer

Um jeito fácil de identificar se uma empresa é B2B (aqui no Brasil) é ver se ela emite suas notas fiscais para outros CNPJs (outras empresas) ou se para CPFs (pessoas físicas).

Usemos como exemplo uma camisa. A empresa que fabrica o fio é B2B, pois vende para a tecelagem, outra empresa. A tecelagem é B2B porque vende o pano para uma confecção, outra empresa. A confecção é B2B, porque vende a camisa para uma loja ou cadeia de lojas, outra empresa. Já a loja que vende a camisa para o consumidor não é B2B. A loja é B2C porque vai emitir a nota para uma pessoa física.

B2B precisa de um marketing especializado

O comprador B2B - o comprador empresarial - tem um lógica de compra diferente do consumidor, tem que atender outras demandas além do seu desejo pessoal, então o marketing para convênce-lo (e a agência que vai criar este marketing) precisam ser especializadas.